6 passos para o sucesso de uma horta doméstica

Ter uma horta em casa faz parte dos projetos de muita gente. Até porque, alimentação saudável é tema cada vez mais presente na vida das pessoas.
Além da qualidade na mesa, a prática de cultivar hortaliças também tem benefícios terapêuticos e educativos.

Porém, nem todo mundo acerta na maneira de cuidar de cada planta. Garantir vida útil por mais tempo a uma horta doméstica exige cuidados, conhecimento e dedicação permanente.
As hortas demandam mais trabalho e interação com as plantas do que os jardins, por isso é bastante difícil obter sucesso a médio e longo prazos sem um planejamento do manejo.
Saiba quais são os seis passos imprescindíveis para o cultivo de uma horta!

1 – A escolha consciente

Os fatores que determinam o sucesso de uma horta são semelhantes aos de um jardim – é preciso oferecer a cada espécie características compatíveis às do ambiente em que ela teve origem –, com necessidade de maior intensidade e regularidade das rotinas de manutenção.

É preciso estar sempre atento às características das espécies que você gostaria de cultivar. Se você mora em uma região quente, não terá sucesso no cultivo de plantas de clima temperado, por exemplo. É fundamental escolher espécies e variedades apropriadas à condição climática do local em que você vai plantá-las.

2 – O ambiente certo

Quase todas as plantas cultivadas em hortas exigem sol pleno para se desenvolver. Assim, abundância de luz solar direta é imprescindível. Quanto menos horas de luz solar direta disponível, menor a chance de sucesso da sua horta. Em ambientes internos só é possível cultivá-la por meio de sistemas que prevejam iluminação artificial específica. Hortas verticais precisam ser planejadas com cuidado, por causa da pequena profundidade dos vasos, da limitada exposição à luz solar e da desidratação acelerada que pode ser provocada pelo vento.

3 – O local do plantio

De maneira geral, a maior parte das hortaliças vai precisar de um solo bem aerado (fofo), rico em matéria orgânica e com boa capacidade de drenagem (o acúmulo excessivo de água é nocivo à maior parte das hortaliças – mas há exceções, como o agrião).

No caso do plantio em vasos, é preciso estar atento ao correto dimensionamento do recipiente e à qualidade e características do substrato de plantio.
Também deve se levar em conta as dimensões da espécie que está sendo cultivada – cebolinhas e hortelã têm raízes pouco profundas e podem ser cultivadas em recipientes menores.
Já cenouras precisam de mais espaço para se desenvolver e tomateiros são plantas um pouco maiores, que exigem vasos grandes.

4 – A germinação

Algumas espécies de hortaliças têm condições particulares para a germinação de sementes, o que pode tornar esse método de plantio um pouco difícil para iniciantes. Mas é possível comprar mudas já formadas, disponíveis no comércio especializado.

5 – O cultivo cuidadoso

Escolhida a espécie (ou as espécies), é preciso observar suas regras de cultivo atentamente. Algumas precisam ter as sementes germinadas em sementeiras protegidas e depois serem transplantadas – tomate e alface, por exemplo.

Outras não podem ser transplantadas e devem ser germinadas já no canteiro definitivo – cenoura, coentro, entre outras. Também é necessário observar as regas diárias para a maior parte das espécies e estabelecer rotinas de controle e eliminação de plantas invasoras (os canteiros de terra bem adubada, exposta e irrigada regularmente são um paraíso para qualquer semente!).

6 – A colheita

Tenha em mente que a vida útil dos vasos ou canteiros é relativamente baixa, pois a cada ciclo as plantas morrem e precisam ser substituídas. Muitas hortaliças são plantas anuais, o que significa que ao atingirem a maturidade, florescem e morrem. Por isso o período da colheita nem sempre é muito longo. O ideal é fazer um planejamento dessa substituição, com vários canteiros (ou vasos) de uma mesma espécie em estágios diferentes de desenvolvimento, para que você sempre tenha hortaliças fresquinhas prontas para serem colhidas!

Para as pessoas que querem ter o prazer de colher, mas não estão dispostas a dedicar muito tempo à horta, as plantas mais recomendadas são as ervas aromáticas e condimentares. Algumas delas são perenes e entre as que não são, geralmente o período de colheita é prolongado. Além disso, o uso culinário dessas plantas é tipicamente feito em pequenas quantidades. Isso quer dizer que com um único pé de manjericão, a macarronada está garantida para o ano todo. Diferentemente de um pé de alface, que será suficiente apenas para a salada de um almoço!

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